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Quais são as Áreas Disponíveis para a Prova Prático-Profissional?

Conheça as áreas da 2ª fase da OAB e estratégias para maximizar sua aprovação.

Quais são as Áreas Disponíveis para a Prova Prático-Profissional?

Introdução

A prova prático-profissional da OAB (2ª fase) é o último obstáculo para a obtenção do registro profissional. E uma das decisões mais importantes que o candidato precisa tomar é a escolha da área de concentração. Essa escolha pode determinar não apenas o ritmo dos estudos, mas também as chances reais de aprovação. Neste artigo, vamos detalhar cada área disponível, suas particularidades e como tomar a melhor decisão.

1. As sete áreas oficiais do Exame de Ordem

O Exame de Ordem Unificado oferece sete opções de área para a prova prático-profissional:

  • Direito Administrativo
  • Direito Civil
  • Direito Constitucional
  • Direito Empresarial
  • Direito Penal
  • Direito do Trabalho
  • Direito Tributário

Cada área exige a resolução de uma peça profissional e a resposta a quatro questões discursivas, todas dentro do mesmo ramo do Direito escolhido. O tempo total é de 5 horas, e a nota mínima para aprovação é 7,0.

2. Como as áreas se diferenciam em dificuldade

Embora todas as áreas tenham o mesmo peso na correção, a percepção de dificuldade varia bastante. Direito Civil e Direito do Trabalho historicamente têm os maiores volumes de candidatos, o que significa mais material de estudo disponível e mais corretores experientes — mas também mais concorrência por vagas relativas.

Direito Penal costuma atrair candidatos com perfil mais analítico, enquanto Direito Constitucional exige forte domínio de jurisprudência do STF. Direito Empresarial e Tributário são frequentemente escolhidos por quem já atua ou pretende atuar no contencioso empresarial ou fiscal.

Estratégia: a escolha não deve ser baseada apenas na "reputação" da área, mas sim na afinidade do candidato com o tipo de raciocínio exigido. Quem tem facilidade com estruturas lógicas pode se sair bem em Tributário; quem prefere narrativas fáticas pode preferir Penal.

3. O peso do Vade Mecum na escolha da área

Uma vantagem frequentemente subestimada é a extensão da legislação seca de cada área. Direito Civil e Direito do Trabalho têm vade mecuns extensos, mas com dispositivos bem organizados e localizáveis. Direito Tributário, por sua vez, envolve não apenas o CTN, mas também leis esparsas, tratados internacionais e legislação complementar — o que torna a consulta durante a prova mais desafiadora.

Dica prática: ao escolher a área, considere sua capacidade de localizar rapidamente dispositivos na legislação seca. Na prova, cada minuto conta, e a familiaridade com a estrutura do vade mecum da área escolhida é um diferencial competitivo.

Curiosidade: a área com maior taxa de aprovação

Dados históricos dos últimos exames mostram que Direito do Trabalho e Direito Penal costumam ter as maiores taxas de aprovação relativa. Isso não significa que sejam "mais fáceis", mas sim que atraem candidatos que já têm afinidade prévia com a matéria — geralmente por atuação prática ou estágio na área. A lição é clara: escolha a área com a qual você tem maior intimidade, não a que parece ter "menos conteúdo".

Como o RAGMECUM ajuda

Na 2ª fase da OAB, a velocidade de consulta à legislação é crucial. O RAGMECUM permite localizar instantaneamente qualquer artigo da lei seca, cruzar referências entre normas e verificar jurisprudência relevante — tudo em segundos. Durante a preparação, treinar com o RAGMECUM simula a pressão de tempo da prova real e ajuda a memorizar a localização dos dispositivos mais cobrados.

Erro comum a evitar

O maior erro é escolher a área baseado em "tradição" ou indicação genérica de cursinho preparatório, sem considerar a própria trajetória acadêmica e profissional. Muitos candidatos escolhem Direito Civil por ser "o mais cobrado" e acabam reprovados porque não têm afinidade com a matéria. A escolha deve ser pessoal e estratégica, baseada em autoconhecimento e análise honesta de pontos fortes.

FAQ

Posso mudar de área depois de inscritos?

Não. A escolha da área é feita no momento da inscrição na 2ª fase e não pode ser alterada. Por isso, a decisão deve ser tomada com cuidado e antecedência.

Qual área tem menos conteúdo para decorar?

Não existe área "fácil" — todas exigem domínio profundo. Direito Constitucional pode parecer menor em volume de leis, mas compensa em jurisprudência do STF, que é extensa e complexa.

Vale a pena escolher a mesma área da 1ª fase?

Pode ser uma estratégia, já que o conteúdo da 1ª fase é mais amplo e inclui todas as áreas. Mas não é regra: muitos candidatos escolhem uma área diferente na 2ª fase para aproveitar uma afinidade específica não cobrada na objetiva.

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